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Quilombolas e agricultores familiares levam produção dos territórios ao Plante Rio 2026

Participação de comunidades tradicionais acompanhados pelo PEA Rede Observação incluiu comercialização de produtos, oficinas e rodas de conversa durante a feira, realizada no Rio de Janeiro.

Por Rede Observação - Rede Observação
30/09/26 20h15 - aproximadamente 3 horas
Agricultores familiares e quilombolas de diferentes territórios participaram da 10ª edição do Plante Rio 2026, no Rio de Janeiro, com produtos, artesanatos e conhecimentos produzidos nos territórios. Representantes do Quilombo de Baía Formosa, da agricultura familiar do Coletivo Andorinhas e do PDS Osvaldo de Oliveira participaram da feira, realizada no dia 19 de setembro, com acompanhamento do Projeto de Educação Ambiental (PEA) Rede Observação. 

Os grupos comercializaram produtos, participaram de oficinas e rodas de conversa e estabeleceram contatos com outros produtores. Do Quilombo de Baía Formosa, o Núcleo Zebina levou peças produzidas com fibra de bananeira, barro e madeira. Para Iomar Santos, quilombola e articuladora local do PEA Rede Observação, a participação também permite apresentar a cultura da comunidade para outros públicos. 


“Isso aqui é uma divulgação, não somente do nosso trabalho como também da nossa cultura quilombola, porque ela não pode ser esquecida. Ela não pode morrer”, diz Iomar


Foto: Mariane Siqueira / Comunicação Institucional PEA Rede Observação

A agricultura familiar também esteve representada pelo Coletivo Andorinhas, que levou geleias e pimentas. Do PDS Osvaldo de Oliveira vieram produtos cultivados pelas famílias assentadas, entre eles milhos, variedades de feijão e bananas, que foram todas vendidas durante a feira. 

Em Cantagalo, a agricultora familiar Iracema Mariano apresentou geleias produzidas com frutas do próprio território. Ela participa de outras feiras e acompanha todas as etapas de preparo dos produtos. 


“Eu faço todo o processo de higienização e preparo. Sou eu mesma que faço, e é um produto [geleias] bem procurado e tem uma boa saída nas feiras”, diz Iracema. 


Foto: Mariane Siqueira / Comunicação Institucional PEA Rede Observação

A participação no Plante Rio também marcou a segunda vez que os três grupos estiveram na feira. Para Karla Carvalho, supervisora do Campo Centro do PEA Rede Observação, houve mudanças na forma como os participantes passaram a ocupar o espaço. 

Segundo Karla, o amadurecimento aparece no sentimento de pertencimento e no reconhecimento dos grupos dentro da feira. O encontro também possibilitou novos contatos e aproximação com outros territórios e grupos. 


“A participação no Plante Rio é muito importante para o fortalecimento dos grupos dos três municípios envolvidos no projeto. Percebemos um amadurecimento em relação aos anos anteriores, principalmente pelo sentimento de pertencimento e pelo reconhecimento desses grupos naquele espaço”, afirma. 




Fotos: Mariane Siqueira / Comunicação Institucional PEA Rede Observação



Para ela, estar em uma feira fora dos territórios permite que os grupos conheçam outras realidades e apresentem as próprias vivências. 

“É fundamental porque amplia redes de contatos, possibilita a troca de experiências e fortalece o sentimento de pertencimento a uma construção maior. Ao sair do território, eles não apenas conhecem outras realidades, mas também passam a apresentar suas próprias experiências, estabelecer novas articulações e serem reconhecidos por outros atores. Isso fortalece sua autonomia e contribui diretamente para o objetivo do projeto de ampliar a ocupação dos espaços de participação e decisão”, afirma.



Foto: Mariane Siqueira / Comunicação Institucional PEA Rede Observação

A realização do PEA Rede Observação é uma medida de mitigação exigida pelo Licenciamento Ambiental Federal, conduzido pelo IBAMA.

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