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“A perspectiva dos territórios tradicionais” ganha espaço na ROG.e 2026

Metodologias participativas, impactos da indústria petrolífera e protagonismo de populações locais foram temas centrais de artigo apresentado no evento pelo eixo de Pesquisa Social. O trabalho reúne resultados preliminares do levantamento de impactos socioambientais negativos a partir da percepção das comunidades tradicionais.

Por Rede Observação - Rede Observação
24/09/26 18h22 - aproximadamente 6 horas
O eixo de Pesquisa Social do PEA Rede Observação apresentou, na ROG.e 2026, uma experiência de metodologia participativa construída a partir das percepções de comunidades locais sobre os impactos da indústria de petróleo e gás na Bacia de Campos. O trabalho, desenvolvido pelos pesquisadores Anelise Vargas e Patrick Soares e a partir das contribuições das comunidades tradicionais nos 11 municípios de atuação do PEA, foi apresentado por Patrick em 21 de setembro, no Riocentro, no Rio de Janeiro.  

Os educadores do eixo de Pesquisa Social do PEA Rede Observação Patrick Soares e Anelise Vargas durante a ROG.e 2026.


Intitulado “A perspectiva dos territórios tradicionais: uma experiência de metodologia participativa para identificação de impactos da indústria do petróleo na Bacia de Campos”, o trabalho partiu do levantamento realizado pelo Plano de Avaliação e Revisão da Mitigação dos Impactos Socioambientais (PARMIS), que reuniu 42 impactos socioambientais relacionados à cadeia produtiva de petróleo e gás offshore, e também da “Cartilha Perdas e Danos da Cadeia do Petróleo e Gás do Pré Sal”, elaborada pelo Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina (OTSS), uma parceria entre Fiocruz e Fórum da Comunidades Tradicionais.  


A pesquisa buscou compreender como esses impactos são percebidos pelas comunidades tradicionais e quais outras questões aparecem a partir das experiências vivenciadas nos territórios. Por meio de atividades participativas, os grupos construíram coletivamente suas percepções sobre as transformações relacionadas à cadeia de petróleo e gás em seus territórios. Nesse processo, foram identificados 14 novos impactos que não estavam contemplados no levantamento inicial. Entre eles estão o êxodo populacional, racismo ambiental, insegurança hídrica, gentrificação, aumento do custo de vida e alterações em habitats lagunares e fluviais. A metodologia permitiu aproximar o levantamento técnico das experiências das populações que vivem nos territórios, incorporando suas percepções à identificação dos impactos socioambientais e possibilitando observar tendências regionais.  


Patrick Soares e Anelise Vargas, apresentam pesquisa sobre os impactos da indústria de petróleo nos territórios tradicionais durante a sessão “Educação Ambiental e Governança Participativa”, na ROG.e 2026, no Riocentro. - Fotos: Mariane Siqueira



A apresentação ocorreu durante a sessão técnica “Educação Ambiental e Governança Participativa”, que também contou com Bryan Chrystian, coordenador do Programa Macrorregional de Comunicação Social (PMCS), e Isroberta Rosa Araújo, gerente de pesquisa do Programa Macrorregional de Apoio ao Planejamento Participativo de Políticas Públicas (Planeja+). A sessão foi mediada por Flávia Torreão Thiemann, da Fubá Educação Ambiental. 


Participantes da sessão técnica “Educação Ambiental e Governança Participativa” posam para registro ao final das apresentações na ROG.e 2026 - Foto: Mariane Siqueira

A realização do PEA Rede Observação é uma medida de mitigação exigida pelo Licenciamento Ambiental Federal, conduzido pelo IBAMA.

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