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Quilombo de Baía Formosa recebe magistrados para formação sobre questões ambientais e comunidades tradicionais

Comunidade quilombola, que sediou audiência pública em 2024 sobre acesso à água e energia elétrica, foi escolhida como referência para atividade de formação de magistrados.

Por Armação dos Búzios - Rede Observação
31/08/26 18h08 - 1 dia
Em 2024, uma audiência pública realizada no núcleo Dona Zebina, do Quilombo de Baía Formosa, em Armação dos Búzios (RJ), possibilitou a conquista da comunidade ao acesso à energia elétrica e à água potável. Dois anos depois, o território voltou a receber a juíza federal Mônica Lúcia do Nascimento Alcântara Botelho, que conduziu a audiência, desta vez acompanhada de 30 magistrados e procuradores do Ministério Público. A comunidade foi escolhida como campo de visita por sua história no processo de reivindicação de direitos e pelos resultados alcançados desde então. 

A visita ocorreu em 14 de agosto como parte do curso “Questões Ambientais e de Proteção ao Patrimônio Histórico e Cultural – Parte IV”, promovido pela Escola de Magistratura Regional Federal (Emarf). Com 40 horas/aula, a formação passou por diferentes localidades do estado do Rio de Janeiro e abordou aspectos jurídicos, técnicos e administrativos relacionados à preservação ambiental, à proteção do patrimônio histórico e cultural e aos direitos de comunidades tradicionais. 

A atividade foi conduzida pela juíza federal Mônica Botelho, titular da 1ª Vara Federal de São Pedro da Aldeia. Os participantes conheceram parte do território quilombola e ouviram relatos sobre a história da comunidade, sua organização e as demandas relacionadas à infraestrutura e à garantia de direitos.  

Para José Ricardo Bem-querer, quilombola do núcleo Dona Zebina, receber os visitantes também representa uma oportunidade de compartilhar os processos de conquistas e a vivência do quilombo. 


“A nossa história continua sendo escrita e contada, aos poucos, tão bonita de dar orgulho”, afirmou.  



Quilombola José Ricardo Bem-querer compartilha a história da comunidade tradicional, organização e as demandas relacionadas à garantia de direitos. Foto: Iomar Santos / Articuladora local do PEA Rede Observação

A articuladora local do PEA Rede Observação e quilombola Iomar Santos também acompanhou a atividade junto à comunidade. 


“Ver os magistrados saírem de um lugar frio, que é o Fórum, e demonstrarem interesse em conhecer de perto a realidade das comunidades tradicionais aproxima a Justiça da população. Vale a pena lutar pelos nossos direitos”, disse Iomar. 





Os quilombolas são um dos grupos prioritários do PEA Rede Observação. 
Com a metodologia da educação ambiental, o PEA Rede Observação é uma medida de mitigação exigida 
pelo licenciamento ambiental federal conduzida pelo IBAMA

A realização do PEA Rede Observação é uma medida de mitigação exigida pelo Licenciamento Ambiental Federal, conduzido pelo IBAMA.

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