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Organizadas em coletivo, marisqueiras de Itapemirim ampliam renda e visibilidade na Feira dos Municípios

Com 120 pratos de vinagrete de sururu e 20 quilos de mariscos comercializados em um único dia, as marisqueiras de Itapemirim levaram a pesca artesanal e os saberes tradicionais do município ao maior evento de valorização cultural e gastronômica do Espírito Santo.

Por Itapemirim - Rede Observação
01/06/26 20h38 - aproximadamente 21 horas
No último sábado de maio (30), as marisqueiras de Itapemirim (ES) se destacaram, pela primeira vez como coletivo, na Feira dos Municípios 2026. O evento, realizado no Pavilhão de Carapina, na Serra, reuniu atrações musicais, manifestações culturais e espaços gastronômicos representando os 78 municípios do Espírito Santo. A convite da Secretaria Municipal de Turismo de Itapemirim, o 'Coletivo Marisqueiras em Ação' comercializou, em um único dia, 20 quilos de mariscos congelados e 120 pratos de vinagrete de sururu. O coletivo foi organizado com o apoio dos eixos metodológicos de Educação Ambiental e Comunicação Popular do PEA Rede Observação. 

O grupo se reuniu diversas vezes para organizar os produtos, planejar a apresentação do estande e dividir as tarefas. 

“Para mim, a preparação do coletivo foi muito importante, porque conseguimos nos organizar melhor, compartilhar ideias e apresentar nosso trabalho com mais confiança. Antes da feira, senti um frio na barriga, mas também uma grande animação por participar. Durante o evento, achei tudo muito bonito”, afirma a marisqueira Tatiany D. Soares Bernucci.  


Durante o evento, muitas pessoas demonstraram curiosidade sobre a profissão. “Muitos perguntavam o que é ser marisqueira”, relata a marisqueira Viviane Soares. Ela explica que aproveitou a oportunidade para mostrar que o trabalho vai muito além da coleta de mariscos nas pedras, envolvendo também tradição, cultura e cuidado com o meio ambiente. 

Viviane também apresentou ao público como é realizada a coleta dos mariscos, quais materiais são utilizados na atividade e compartilhou informações sobre a peça de teatro desenvolvida pelo grupo, que retrata a realidade das trabalhadoras. “Um dia foi pouco, mas suficiente para mostrar a muitas pessoas a importância da nossa profissão”, afirma. Para ela, a participação na feira foi uma oportunidade de ampliar a visibilidade do trabalho das marisqueiras e aproximar o público da realidade vivida por essas mulheres.   


Coletivo Marisqueiras em Ação



O Coletivo Marisqueiras em Ação foi construído de forma participativa junto ao PEA Rede de Observação, com o apoio dos eixos de Educação Ambiental e Comunicação Popular. Ao longo desse processo, as marisqueiras participaram de formações e debates voltados ao fortalecimento da organização coletiva. Entre as atividades realizadas, estiveram encontros sobre associativismo e cooperativismo. Durante as atividades, foi identificada a necessidade de as marisqueiras atuarem de forma conjunta antes da formalização de uma associação. O grupo também debateu o funcionamento de associações, a importância da representação coletiva e os caminhos para consolidar a atuação das marisqueiras. Foram discutidas ainda as possíveis funções e responsabilidades das participantes, contribuindo para a estruturação do coletivo. Os encontros aconteceram na sala de atividades do Projeto PEA Rede de Observação, em Itapemirim.



As Marisqueiras de Itapemirim são um dos grupos prioritários do PEA Rede Observação. 
Com a metodologia da educação ambiental, o PEA Rede Observação é uma medida de mitigação 
exigida pelo licenciamento ambiental federal conduzida pelo IBAMA. 

A realização do PEA Rede Observação é uma medida de mitigação exigida pelo Licenciamento Ambiental Federal, conduzido pelo IBAMA.

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