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Agricultores familiares de Cantagalo participam de simpósio sobre os impactos da indústria de óleo e gás em Macaé

Debate promovido pelo NUPEM/UFRJ em Macaé reuniu agricultores familiares, pescadores artesanais e lideranças comunitárias para discutir os impactos da indústria de óleo e gás no Norte Fluminense. Durante o encontro, o Coletivo Andorinhas, de Cantagalo, em Rio das Ostras, abordou os efeitos das transformações na área rural onde o grupo vive e atua.

Por Rio das Ostras - Rede Observação
20/05/26 19h59 - aproximadamente 3 horas
O avanço da indústria de óleo e gás no Norte Fluminense e seus impactos sobre comunidades tradicionais e agricultores familiares estiveram no centro do debate durante o Simpósio Integrado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), realizado no auditório do NUPEM/UFRJ - Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade, em Macaé (RJ) no dia 13 de maio. A roda de saberes “Vozes das Águas e da Terra: Saberes Tradicionais em Diálogo com a Sustentabilidade e a Inclusão” reuniu representantes de diferentes territórios para discutir os efeitos das transformações sociais. culturais, territoriais e econômicas na região. 

Participaram do encontro lideranças ligadas aos contextos urbano, rural e da pesca artesanal. Entre os convidados estavam Soninha da Ajuda, referência em organização comunitária no bairro da Ajuda, em Macaé; integrantes do Coletivo Andorinhas, representando a agricultura familiar de Cantagalo; e membros da Associação de Pescadores e Trabalhadores da Pesca Artesanal de Rio das Ostras (APTPA-RO), que trouxeram relatos sobre os desafios enfrentados pelo setor pesqueiro diante das mudanças no território. 

Representando o Coletivo Andorinhas, a agricultora familiar Iracema Mariano abordou os impactos da expansão de empreendimentos associados à cadeia produtiva do petróleo sobre áreas rurais da região. Segundo ela, as mudanças têm afetado a dinâmica econômica das comunidades, aspectos culturais, identitários e modos tradicionais de vida construídos ao longo de gerações. 

Iracema Mariano, agricultora familiar e participante do PEA Rede Observação, de Rio das Ostras (RJ), durante roda de saberes no NUPEM/UFRJ Macaé - Foto: Arquivo Coletivo Andorinhas


Iracema também afirmou o papel do PEA Rede Observação no fortalecimento da participação social e na ampliação do acesso aos espaços de decisão sobre direitos e os conflitos territoriais. Para ela, iniciativas voltadas à escuta e à mobilização social são fundamentais para que agricultores familiares e comunidades tradicionais possam reivindicar direitos e ampliar sua visibilidade diante das transformações em curso. 

No decorrer da atividade, a supervisora do campo Centro do Rede Observação, Karla Carvalho, apresentou um panorama histórico das mudanças vivenciadas em Rio das Ostras desde a chegada da indústria de óleo e gás. Ela defendeu a ampliação de espaços de diálogo e consulta às populações diretamente impactadas, considerando o reconhecimento das comunidades tradicionais e da valorização de seus modos de vida em meio ao avanço de grandes empreendimentos na região.


Karla Carvalho, supervisora do campo Centro do PEA Rede Observação, apresentou um panorama histórico das transformações vivenciadas em Rio das Ostras desde a chegada da indústria de óleo e gás. - Foto: Arquivo Coletivo Andorinhas



Os agricultores familiares de Rio das Ostras são um dos grupos prioritários do PEA Rede Observação. 
Com a metodologia da educação ambiental, o PEA Rede Observação é uma medida de mitigação exigida
 pelo licenciamento ambiental federal conduzida pelo IBAMA.

A realização do PEA Rede Observação é uma medida de mitigação exigida pelo Licenciamento Ambiental Federal, conduzido pelo IBAMA.

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