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Rede Observação participa de roda de conversa do QUIPEA sobre racismo

Roda de conversa promovida pela Ambiental Engenharia e Consultoria reuniu participantes do QUIPEA e PEA Rede Observação em encontro presencial e remoto no Rio de Janeiro.

Por Rede Observação - Rede Observação
11/03/26 14h34 - 27 minutos
A equipe do PEA Rede Observação participou de uma roda de conversa sobre racismo promovida pela Ambiental Engenharia e Consultoria e conduzida pelas educadoras socioambientais do Quilombos no Projeto de Educação Ambiental (QUIPEA), Rejane Oliveira, Tânia Ferreira e Patrícia Honorato. O encontro foi realizado em formato remoto e presencial, no Windsor Guanabara Hotel, no centro do Rio de Janeiro.

Educadoras socioambientais do QUIPEA conduzem roda de conversa com o tema “O silêncio fortalece o racismo”. Na imagem: Rejane Oliveira, Patrícia Honorato e Tânia Ferreira - Foto: print.

A atividade realizada no dia 3 de março reuniu profissionais da consultoria e representantes de comunidades quilombolas para compartilhar experiências e discutir o racismo e seus impactos nos territórios tradicionais, em espaços institucionais e corporativos.

Durante o encontro, a liderança quilombola Rejane Oliveira afirmou que o racismo provoca dor e muitas vezes impede que pessoas negras tenham espaço de fala em ambientes institucionais. Segundo ela, espaços de diálogo ajudam a romper o silêncio e ampliar o debate sobre direitos.

Patrícia Honorato afirmou que se posicionar diante de situações de discriminação é necessário. 

“O silêncio diante do racismo se torna cumplicidade. Quando presenciamos uma situação racista e ficamos calados, acabamos sendo cúmplices”, disse.



Outro tema tratado na roda foi o racismo ambiental, realidade vivida por muitas comunidades quilombolas. De acordo com Patrícia, ele aparece nas desigualdades estruturais, nas dificuldades de acesso a direitos e nas barreiras enfrentadas por comunidades tradicionais para garantir políticas públicas e reconhecimento.

Tânia Ferreira mencionou a necessidade de conhecer as leis que tratam do combate à discriminação racial no Brasil. O racismo é crime previsto na Lei nº 7.716, de 1989, atualizada pela Lei nº 14.532, de 2023. 

“Lutamos pela igualdade. Se está na Constituição, queremos que seja cumprido”, afirmou.




O articulador local do PEA Rede Observação, Jean Santos, participou da atividade e comentou sobre a discussão. 


“Foi um momento de reflexão e aprendizado. Como homem negro e quilombola, considero necessário que esse tipo de debate aconteça também em espaços institucionais e corporativos, pois o racismo está presente em diferentes esferas da sociedade”, afirmou.



Segundo Jean Santos, a atividade também chamou atenção para a necessidade de não permanecer em silêncio diante de situações de discriminação. “Precisamos reconhecer nossos direitos e nos posicionar diante do racismo. O diálogo pode contribuir para mudanças e para relações baseadas no respeito e na igualdade”, disse.

A articuladora local do PEA Rede Observação, Taciana Suelen, também participou do encontro e falou sobre a experiência. 


“O racismo que enfrentamos não é apenas o individual, mas também o estrutural, institucional e cultural. Por isso, dar visibilidade a esse tema é necessário. Foi significativo ver as três educadoras naquele espaço, porque foi delas que veio a minha inspiração”, afirmou.



Segundo ela, as educadoras compartilham experiências e conhecimentos que contribuem para a mobilização das comunidades. “A partir dos ensinamentos e das experiências que compartilharam sobre o racismo que já viveram, elas também levaram ao quilombo um processo de empoderamento para que as pessoas busquem seus direitos. Ouvir quem vive na comunidade sempre é necessário”, disse.


Ao longo do encontro, os participantes lembraram das lutas de gerações anteriores e legitimaram as atividades das comunidades quilombolas na agricultura familiar, na produção de alimentos sem agrotóxicos e na preservação de práticas culturais. 



Os quilombolas são um dos grupos prioritários do PEA Rede Observação. 
Com a metodologia da educação ambiental, o PEA Rede Observação é uma medida de mitigação exigida 
pelo licenciamento ambiental federal conduzida pelo IBAMA.

A realização do PEA Rede Observação é uma medida de mitigação exigida pelo Licenciamento Ambiental Federal, conduzido pelo IBAMA.

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